Amígdalas e Adenóide

As amigdalas e a adenoide são tecidos linfoides presentes no trato respiratório superior. As amigdalas situam-se na cavidade oral e a adenoide na rinofaringe (região posterior do nariz). Costumam ter seu tamanho aumentado na infância e tendem a diminuir de tamanho durante o crescimento.

HIPERTROFIA DAS AMÍGDALAS E ADENOIDE

Essas estruturas fazem parte do sistema imunológico, mas quando apresentam tamanho muito aumentado podem causar roncos, apnéia (pausas da respiração), obstrução nasal e respiração oral.

A criança que respira pela boca (respirador oral) costuma ter a mastigação bem alterada, ruidosa e desordenada. Como ela não consegue respirar pelo nariz, é obrigada a manter os lábios abertos durante a mastigação. Devido a essa dificuldade de mastigar e respirar pela boca ao mesmo tempo, a criança dá preferência a alimentos macios e moles que facilitem a mastigação e a líquidos, retirando de sua dieta alimentos importantes e nutritivos muitas vezes, como as carnes por exemplo.

Além disso, o desenvolvimento crânio facial da criança e do adolescente depende da adequada respiração pelo nariz. A criança que não respira adequadamente pelo nariz  pode apresentar alterações nas arcadas dentárias e faciais como palato ogival, mordida cruzada posterior e aberta anterior, crescimento facial verticalizado, hipoplasia dos seios paranasais (seios da face) e hipotonia da musculatura perioral.

Outras sintomas associados são: dor de garganta, ardência ou prurido na faringe, muco espesso aderido à garganta, tosse seca persistente, cefaléia matinal, resfriados recorrentes, mau hálito, enurese noturna (urinar durante a noite), sonolência diurna, irritabilidade, mau aproveitamento escolar e aumento de cáries dentárias.

O tratamento consiste muitas vezes na retirada das amígdalas e da adenoide com importante melhora do quadro. Apesar de fazerem parte do sistema imunológico, estudos mostram que a ausência desses órgãos não altera a imunidade do indivíduo.

AMIGDALITES DE REPETIÇÃO

As infecções recorrentes das amígdalas podem ou não estar associadas à hipertrofia das amigdalas e adenoide. Quando essas infecções são caracterizadas como infecções bacterianas e que pela recorrência prejudicam as atividades diárias do indivíduo (faltas frequentes à escola ou ao trabalho por exemplo), indica-se a retirada das amígdalas.